Os que Sonham...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Feridas

Ensurdecem estes gritos mudos do silêncio
que acalmam e enlouquecem a alma.
Choro e sorrio numa insanidade que o silêncio impõe.
E agora, aqui dentro, um nó que o silêncio aperta.
Trago a tua falta num nó na garganta.
Apertado, dolorido, asfixiante.
A saudade amontoa-se num canto escuro,
Sento-me junto dela e juntas remoemos
Lembranças do passado, cuidamos das feridas
Deixadas por um amor prometido, e não cumprido.
Calada, lambo minhas feridas, esgotada,
restam-me o sono e o sonho
E a espera de um novo amanhecer.


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