Os que Sonham...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Aqueles Dois.



Os momentos dela com ele eram únicos e inesquecíveis. Ela não precisava contar, qualquer um era capaz de ver o amor entre os dois.
Todas as vezes que ela dizia:
- Hoje vou encontrar – me com ele. – Os olhos dela brilhavam, e ela passava o dia “suspirando”...
Era tanta entrega, tanta cumplicidade entre aqueles dois que ela não entende onde se perderam.
Em que brincadeira de mau gosto, em que palavra não dita?
Ela não sabia, era impossível saber e isso a atormenta todos os dias. Ela se culpa... Rasga – se por dentro.
 Ela acredita e até eu acreditava que o amor deles era para sempre, que eles eram almas gêmeas.
Mas eu disse a ela (para consolá-la):
- Amiga, às vezes encontramos nossa alma gêmea para nos ensinar sobre sentimentos e fazer – nos acreditar neles quando achávamos que tudo estava perdido. Na maioria das vezes essa pessoa não fica para sempre, apenas toca nosso coração e depois parte. Entenda uma coisa, ele só entrou na sua vida para te fazer “florescer”. Eu sei que dói, mas é preciso aprender.

Ela me olhava e eu sabia que ela não acreditava numa palavra que eu dizia, na verdade, nem eu. Mas muitas vezes temos que falar palavras doces para amenizar a dor de quem amamos.
E ela ria de mim e da minha tentativa de animá-la. Mania de amiga mesmo.
Mas aquele brilho que eu via no olhar dela se apagou e hoje não há mais a espera. Há apenas a certeza do nunca mais e as lembranças de um amor que ficou perdido no ontem, mas que ainda mora no presente.
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