Os que Sonham...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Nosso Escudo.



A tempestade que cai transborda em meus olhos. São lágrimas de tristeza e impotência, de querer protegê-lo de todas as angústias e medos. Coloca-lo num lugar bem seguro, onde nada poderia atingi-lo. Defende-lo como se estivesse defendendo minha própria vida. E eu sei que se isso fosse possível, eu sairia vitoriosa, porque há em mim um escudo poderoso.
Mas não é assim que as coisas funcionam, e eu não posso sentir as suas dores.
Mas eu posso ajudá-lo a curá-las. Posso estar perto de você quando precisar de um colo, pegar a sua mão e lhe dizer tantas coisas, sem precisar das palavras. Olhos nos olhos e o coração em cada gesto.
Podemos olhar o mar, catar conchinhas e compartilhar segredos. Deixar as pegadas na areia e vê-las sendo apagadas pelas ondas. Aprendendo com a sabedoria da natureza, que tudo passa, e novas pegadas deixaremos para trás.
Podemos caminhar na chuva, deixar que ela lave todos os sentimentos que não combinam com você, e nem comigo. Deixar que as gotas lavem nossas almas, e que mesmo com os raios e trovões que possam acontecer, estaremos firmes.
Podemos fazer planos, escrever nossa história. Cada página, sem pressa. Errando, acertando e aprendendo juntos, pois o que nos une são as diferenças e que nos fortalece são os obstáculos.
E quando minhas lágrimas caírem, você enxugá-las dizendo.
“- Não chore, vai ficar tudo bem.”
Apertar-me contra o peito, me protegendo e sentindo-se protegido por aquele escudo que eu e você temos; ao qual chamamos de amor.

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