Os que Sonham...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

No silenciar do Coração



As mudanças são necessárias, mesmo que doam lá no fundo da alma.
Não é fácil abdicar de sentimentos quando eles são tão intensos.
Mas é preciso rever a situação. Olhar de frente para o problema e dizer:
- Qual é? Você não é páreo pra mim e eu posso te derrotar.
 E então virar as costas, seguir de cabeça erguida e coração aberto.
Pois eu sei o quanto sou sincera, sei o quanto me doo, e talvez seja por isso que me interpretam mal, afinal hoje vivemos num mundo tão artificial.
Mas é vida é isso. Nada mais do que interpretações, e cada um a vê de um jeito. E eu, a vejo com o coração. Perdoa-me se isso não basta.
A verdade é que estou cansada de sentimentos falsos, sorrisos ensaiados, que não nascem do coração. Não quero escutar palavras que se espalham ao vento ou caem como as folhas secas num dia de outono.
Eu quero o auge dos sentidos.
Quero o amor exagerado, a amizade verdadeira. Quero a verdade nua e crua.  Mesmo que doa.
Não preciso de coisas pequenas que não cabem na imensidão do meu querer, não saciam a minha fome de viver.
A vida é mais do que essa coisa de dormir, acordar, comer... A vida é mais do que simplesmente viver. É estar dentro do olho do furacão, é sentir doer na carne, cada corte aberto durante as lutas travadas em busca do que eu quero. É fazer destes cortes um símbolo de cada vitória.
Sou imperfeita, sem dúvidas, mas não peço perdão por isso. Cometi loucuras e se fizesse parar de chover nos primeiros erros, não teria aprendido a dançar na chuva. E isso me ensinou a esperar o arco-íris, a encartar-me com o brotar da primavera. Sentir o calor do sol.
Viver pela metade não me basta. Quero intensidade. Mas antes de qualquer coisa, quero escutar o silêncio do meu coração e sentir que, dentro dele, existe nada mais do que um sentimento de paz.

Nina Linhares


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