Os que Sonham...

sábado, 21 de maio de 2011

Lembranças.


Era uma tarde vazia, o frio machucava a sua pele alva. O dia todo estivera cinza, dando o tom para sua alma.
No passar das horas ela perdia-se em pensamentos.
Pequenos pingos de chuva começaram cair, gotas tão frias quanto o seu coração. Suspirou, respirou fundo e sentou-se no balanço. O mesmo que sentara tantas vezes quando era criança.
Ela fora tão feliz ali.
Seu pai a levava para brincar naquela praça, contava histórias embaixo da sombra de uma árvore, corriam e ele a balançava ali.
- Mais alto papai. Ela gritava.
E ele divertia-se com os gritinhos que ela soltava de medo e por vezes de felicidade.
Tantos momentos lindos viveram juntos.
Ela o amava tanto! Ela nunca disse, mas ele sempre soube.
Ela, na sua inocência de criança, não sabia como falar, só sabia sentir. E era um amor muito grande, que mal cabia no coração.
De volta ao presente, as lágrimas corriam pela face.
 Quanta saudade!
Agora, que já era mulher feita, ela saberia como explicar aquele amor, mas hoje ela já não podia.
Ele se fora. E ali, naquela praça, só restaram ela, o balanço e um grande nó no peito.




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