Os que Sonham...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O grito.


Rasgo meu manto negro. Pele Nua, crua...
Feridas abertas, e em meu corpo
Fervilham sentimentos que não ouso dizer.

Meus olhos já não refletem a alma.
Escondo-os sob uma maquiagem perfeita.

Alma e olhos encobertos,
Desconheço o reflexo no espelho.
Máscara imaculada de um coração
Que já não sente.

Coração que mente através de uma boca,
que composta de lábios e língua
se movem numa mecânica perfeita.
 Mas que proferem palavras imperfeitas.

Lábios que sugam.
Língua que lambe o sangue
das feridas inflamadas
por uma Chama que nunca se apaga.

No auge da dor, sai-me o grito.
_ Não me basta ser, eu preciso SENTIR






Postar um comentário