Os que Sonham...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A reposta


Hoje acordei me sentindo perdida,
de vez em quando me sinto assim,
ás vezes é uma dor forte a dor de existir.
Mas desta vez não doeu.
Só ficou um abismo entre
meu olhar e o espelho do banheiro.

Estou sendo sem ser. (Eu dizia à imagem)

Mecanicamente fui ao trabalho,
lá encontro pessoas piores do que eu,
infelizes, insatisfeitas com a vida.
Volto o olhar para dentro de mim,
e não quero ser como elas,
os pensamentos me torturam, são cruéis.

Luto contra com o que eu não quero ser.

Hora do almoço. Almoço alimentando a matéria,
por que o espírito está inerte.
Dou umas voltas. Entro numa livraria...

A vendedora pergunta:


                                   _ Posso ajudá-la?
                                   _ Moça, eu quero um livro para presentear uma pessoa
                                     insatisfeita com a vida.


Ela me indica o livro, faço uma dedicatória
e peço para embrulhar de presente.
Talvez o livro fosse para mim mesmo,
mas resolvi dá-lo a alguém que precisava mais do que eu,
sempre tem alguém com problemas maiores que os nossos.

Cheguei ao trabalho e dei o livro à minha gerente.
Que é uma pessoa muito difícil.
Pode ser que ela jamais leia o livro,
mas vi nos olhos dela um brilho diferente.
Mas acima de tudo eu percebi
que este é o meu remédio.

Aprendi que a felicidade está em minhas mãos
e consiste em fazer com que alguém abra o coração.
Ilumine o sorriso e o olhar.
E então encontrei a resposta para acabar
com minha angústia.
Agora sei que quando eu estiver perdida
posso me encontrar na felicidade de alguém.

 
Nina Linhares
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