Os que Sonham...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Liberdade






Diante do mar. Mergulhada no infinito do meu ser.
Olho - me aos pedaços e cada pouco que me resta de você.
Tão perto e tão distantes, estamos.
Ao vê-lo em silêncio, quase ausente de si mesmo e tão longe do meu coração, dói-me a alma.

“Por que não divides comigo a tua angústia?” Ponho-me a pensar, sem querer tocar numa ferida aberta.

Ali, absorta em pensamentos, observo as ondas que tentam distrair-me contando os segredos do horizonte.

“Por que não me contam os teus?”

Olho você, ali, bem perto, pés descalços na areia e coração alado.
Deixo – o assim para que voes.
Deixo – o assim para que sonhes.
Deixo – o assim para que voltes.

Olhas – me então e sorri. E todos os meus medos se vão com o vento. Tu não estavas ausente, tu estavas ali.

É preciso aprender a respeitar o tempo e a distância do íntimo.
É preciso mergulhar sozinho e voltar à superfície inteiro e renovado.

Eu o deixo ir, tenho medo que não voltes. 
Mas ainda assim, espero.
E se não voltar é porque nunca foste meu.
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