Os que Sonham...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Querido amor...


“Querido” Amor...

Quantas vezes é preciso lhe dizer que não o quero aqui?
Não adianta fazer esta cara de “cachorro – que – caiu - da- - mudança”, agora quem manda aqui, sou eu.
E você sabe bem que já conheço suas “tramóias”. Você chega com esse jeitinho de quem não quer nada, toma conta do corpo que me pertence, invade o coração, que é o seu lugar preferido e se eu deixar se apodera de minhas forças. E depois vai embora, deixando tudo parecendo uma praia no fim do dia, em pleno verão. Uma verdadeira zona.
Mas desta vez não, desta vez estou “esperta” contigo.
Se você soubesse se comportar e não fosse tão egoísta eu até deixaria você ficar por um tempo. Mas você não se contenta com o espaço que te dou. Você é doentio, destrutivo, quer me ver no chão. E ainda ri de mim.
Por esses e outros motivos é que estou com você entalado na minha garganta e o que posso fazer, no mínimo, é mascá-lo até tirar seu doce e depois cuspi-lo, assim como se faz com um chiclete sem gosto.

Eu sei o que você está pensando:
“Ô mulher exagerada! Deve ter fumado uns oréganos por aí.”
Mas você sabe que não é assim, quem faz as “merdas” aqui é você e eu saio consertando tudo.  E só eu sei o trabalho que me dá.

Para falar a verdade, eu não quero nem falar contigo frente a frente, por isso estou colocando esta carta aqui, pendurada na porta, para que você nem tente entrar.
Leia atentamente e guarde estas palavras, para o caso de você tentar bancar o engraçadinho e se fazer de desentendido.

Vá embora e volte apenas quando aprender a me ouvir.


Atenciosamente,
A Razão.


PS: Não adianta mandar aquele menininho pelado, com cara de anjinho interceder a seu favor, pois o “filme” dele está tão queimado quanto o seu. E eu sei muito bem o que vou fazer com ele. 


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