Os que Sonham...

sábado, 3 de setembro de 2011

Em busca dos sonhos.


“A porta ainda está aberta”, disse ele.
Mas ele nem precisava ter dito nada, estava tudo escrito em seus olhos,
com letras de néon e piscavam incessantemente. Entre... Entre... Entre...
Mas ela não queria entrar.
A vida seguia um caminho, em que ela se sentia confortável.
Sozinha e feliz seguia o seu destino.
Havia outros cantos para explorar e voltar àquela prisão sem
 muros não estava mais em seus planos.
Agora ela era “bicho solto”.
Ela estava amando aquela sensação de liberdade.
Vento na cara, passos leves... Estava aprendendo a voar.
As asas ainda frágeis, meio desengonçadas, mas as tentativas eram experiências bem - vindas.
Às vezes queria chorar, sentia-se solitária, mas existia um impulso vital que a convidava para a vida. 
E aí, ela enxugava as lágrimas, sacudia a poeira, acertava a ponta da asa e partia para a luta.
A vida não espera, e os sonhos estavam ali, borbulhando, prontos para serem realizados, e seriam.
A desistência era um sentimento que não fazia parte da sua vida.
E entre erros e acertos, derrotas e vitórias, ela seguia de coração aberto e alma lavada.
Algumas vezes ela olha para a porta e a vê entreaberta. 
Nela agora existe uma placa, em que está escrito:
“Volte quando quiser e pode entrar sem bater”.
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