Os que Sonham...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Espera.





Você prometeu que nunca iria partir. Mas não cumpriu.
Bem lá no fundo eu sabia que seria assim, afinal não somos donos do nosso destino. Ele nos leva além.
E o seu não seria aqui ao meu lado.
Mesmo assim eu espero. Quem sabe o destino muda o seu curso?
Ele é tão leviano às vezes.
Olho a estrada vazia e espero ver você surgir através da poeira. Aperto os olhos para que eu possa ver melhor os seus passos em minha direção.
Chove na estrada, apaga-se a poeira e você não vem... Chove dentro de mim. Tempestades, raios, trovões e meus olhos inundados de lágrimas que não caem. Permanecem guardadas lá dentro, assim como as linhas do seu rosto, assim como as marcas das feridas que a vida abre.
Essas feridas nunca cicatrizam, criam apenas umas casquinhas e sangram num próximo esbarrão.
A sua partida é uma ferida que nunca seca. Sangra... Inflama e dói... Ai, como dói!
Talvez você volte... Talvez a ferida cicatrize.
Quem sabe? O destino é tão... Sei lá!

22ª edição Imagem
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