Os que Sonham...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cavalo Negro




As minhas vontades vagam nos vãos do destino.
Prendem-se nas armadilhas do medo.
E assim, vou colecionando feridas.
Devoro-te o corpo, a presença e a alma como
se você fosse meu último alimento.
Vaga a vida, vaga o destino...
E a solidão vem montada no dorso de um
Cavalo Negro, selvagem, que galopa
numa velocidade incrível tentando derrubá-la.
Mas ela obstinada, agarra-se a crina negra reluzente.
Na minha insanidade, observo tudo e reconheço - me
no cavalo que luta por sua liberdade
e pelo desejo de viver só, sem sentir - se só;
Cavalgando pelas florestas escuras da alma
sem medo de me perder ou de morrer
de fome sem a tua presença.
Em meio ao meu delírio, 
o cavalo agora galopa manso,
crinas soltas ao vento e em seu dorso
vem trazendo a esperança.
Insanidade e lucidez... 
Desejos e vontades...
Solidão e esperanças vagam no destino
ou cavalgam no dorso do Cavalo Negro.
Hora manso... Hora selvagem.
Seguindo assim pelos caminhos que
se abrem ao vê-lo galopar livremente.



23º Edição Sentimento


 
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